A principal razão é porque o modelo de reuniões grandes e pequenas é o que aparece no Novo Testamento como característica básica da igreja. Esse assunto já foi desenvolvido antes e, por enquanto, não será necessário abordá-lo.
Além dessa, existem outras razões práticas que mostram as vantagens de uma igreja baseada em células. A partir da perspectiva de nossa experiência, se não fôssemos uma igreja baseada em células, como seria a igreja Elim?
Em primeiro lugar, Elim não seria uma megaigreja. Seria uma igreja cuja membresia oscilaria somente ao redor de três mil pessoas. Esse teto que se manteve por vários anos somente pode ser rompido quando a igreja fez sua transição para o modelo celular.
Segundo, Elim não teria tantas igrejas filiais no exterior. Quase todas as nossas filiais não nasceram como resultado de um plano missionário, mas como produto da imigração de milhares de cristãos capacitados como líderes de células. Se aqueles imigrantes não tivessem sido capacitados para a obra do ministério, ao chegarem no exterior somente teriam se filiado a uma nova igreja. No entanto, sua experiência como líderes lhes permitiu converterem-se em obreiros de igrejas que eles mesmos plantaram.
Terceiro, Elim não poderia cuidar adequadamente de seus membros. A igreja já era numerosa antes de ser em células (umas três mil pessoas), mas continuava com o modelo de somente um pastor atendendo a essa multidão e, obviamente, era mal atendida. O modelo de células permitiu que milhares exercessem seu sacerdócio de crentes para começar a se animar, a orar e exortar uns aos outros. Dessa maneira, criou-se toda uma estrutura de cuidado celular que se mostrou ser útil até o dia de hoje.
Quarto, Elim não teria podido realizar seus grandes projetos como a aquisição de seis emissoras de rádio e um canal de televisão de cobertura nacional, um terreno de 22 acres onde será construído seu futuro auditório para 13.000 lugares, etc. Esses grandes esforços foram possíveis graças a milhares de cristãos organizados em torno das células.
Quinto, Elim não teria a capacidade de evangelizar e penetrar significativamente nas principais cidades do país e do exterior. O modelo celular tornou possível que 9% do total da população da capital, San Salvador, sejam parte da igreja. É muito difícil encontrar no país alguém que não tenha ao menos ouvido falar da igreja Elim.
Sexto, se Elim não fosse uma igreja em células não teria uma média de 9.000 conversões trimestrais, cerca de 300 batismos por mês, e cerca de 400 novos líderes por ano.
Possivelmente existiriam outras diferenças, mas é difícil imaginar as diferenças entre o que é e o que nunca foi. No entanto, que os elementos mencionados sirvam para ilustrar a benção que significa uma igreja baseada em células.
Mario Vega
(International Cell Church Forum - 19.08.2010)